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SEA estimula troca de geladeiras usadas por aparelhos ecológicos
Em parceria com a concessionária de energia elétrica Ampla, a Light e o governo federal, a Secretaria Estadual do Ambiente lançou, em setembro de 2007, o programa para substituição de geladeiras velhas por aparelhos com eficiência energética e que não usam gás CFC (clorofluorcarbono) em seus sistemas de refrigeração.
Financiado pelo Fundo de Eficiência Energética – formado por percentual cobrado nas contas de luz –, o programa foi lançado em solenidade na sede da Ampla, em Niterói, com a presença do governador Sérgio Cabral e do secretário do Ambiente, Carlos Minc. Na cerimônia, foram entregues geladeiras ecológicas a cinco famílias de comunidades carentes do município de São Gonçalo.
Além de liberar CFC, as geladeiras velhas consomem até 50% a mais de energia. A iniciativa prevê a troca de geladeiras velhas por outras que consomem menos energia e que não contêm CFC, gás nocivo para o meio ambiente, por destruir a camada de ozônio e contribuir para agravar o aquecimento global. O programa também estabelece a retirada e o acondicionamento seguro do CFC das geladeiras usadas.
A geladeira foi identificada nas residências de famílias como um dos principais eletrodomésticos causadores do desperdício de energia. Mas para que famílias carentes recebam geladeiras ecológicas, terão que legalizar sua situação junto à concessionária de energia, caso precisem. A Ampla, por exemplo, perde cerca de R$ 250 milhões por ano com furto de energia.
No Brasil, o consumo de CFC baixou de 10 mil toneladas, em 1995, para cerca de 480 toneladas, em 2006. Desde 1999, não se produz mais CFC no Brasil e, a partir de janeiro de 2007, não se pôde mais importá-lo.
O país, porém, ainda tem um grande passivo que precisa ser gerenciado. Nesse sentido, o Ministério do Meio Ambiente está dando incentivos ao recolhimento, reciclagem e regeneração desses gases.
O programa de concessão de geladeiras ecológicas para famílias carentes insere-se nesse contexto – sendo importante instrumento para o Estado do Rio de Janeiro se adequar ao Protocolo de Montreal, que estabelece metas para os países signatários reduzirem o uso e, finalmente, retirarem do mercado os gases que destroem a camada de ozônio.
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