SEA prioriza ações ambientais na conclusão do PDBG
Com a participação de representantes da Cedae e das secretarias estaduais do Ambiente e de Obras, foi formado, em maio de 2007, o Grupo-Executivo de Acompanhamento dos Planos para a Despoluição da Baía de Guanabara.
Idealizado pela SEA (Secretaria de Estado do Ambiente), com apoio da Cedae – empresa responsável pelas obras do PDBG (Programa de Despoluição da Baía de Guanabara) –, o grupo visa a estudar o que já foi feito até agora e a estabelecer prioridades para novos investimentos em defesa da baía.
A SEA estuda projetos que possam ser integrados ao PDBG para que o programa não se resuma a um conjunto de obras de saneamento. A secretaria defende, por exemplo, ações de replantio de manguezais, a instalação de aterros sanitários que evitem o despejo de lixo na baía e a promoção de projetos de educação ambiental nos municípios do entorno.
Iniciado em 1995, o PDBG representa o maior conjunto de obras de saneamento básico realizado no Rio de Janeiro nos últimos 30 anos. As obras de sua primeira fase, contudo, devido a irregularidades, sofreram atrasos e parte foi malfeita. Com a posse do novo governo estadual, tornou-se prioridade o término de sua primeira fase.
Dos investimentos previstos para a primeira fase, de US$ 1,2 bilhão, já foram gastos US$ 989,3 milhões, mas ainda há uma série de obras por terminar, como a construção de troncos e redes coletoras de esgotos nas bacias de Alegria, Pavuna e Sarapuí, a implantação de redes de abastecimento de água na Baixada Fluminense e instalação do sistema de tratamento secundário da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) Alegria, no bairro do Caju, na Zona Norte da capital.
Das ações de abastecimento de água e de esgotamento sanitário a cargo da Cedae, 84% já foram executadas. Quanto à meta da primeira fase do PDBG de se tratar 58% do esgoto lançado na Baía de Guanabara, se chegou a 25% (43% da projeção inicial).
De posse desses dados, a SEA discute no grupo-executivo as prioridades de intervenções para a alocação de recursos do Fecam (Fundo Estadual de Conservação Ambiental) e de outros financiamentos eventualmente disponíveis.
O compromisso da SEA é abrir a chamada caixa-preta do PDBG, informando à sociedade o que foi feito (e como) nos últimos anos e definindo os novos investimentos necessários.
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DEU NA MÍDIA
Muito ainda por fazer (21/3/2007)
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