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Ingá
Com o leilão do terreno de um milhão de m2, da falida mineradora Companhia Mercantil e Industrial Ingá, na Ilha da Madeira, no Município de Itaguaí, realizado no dia 27 de junho de 2008, o governo estadual deu um enorme passo na resolução desse grande passivo ambiental do Rio de Janeiro. O terreno foi arrematado pela Usiminas por R$ 72 milhões.
Em parceria com a Massa Falida da empresa, o governo estadual deu partida, em setembro de 2007, às obras de descontaminação do terreno da Ingá, onde foi abandonada grande quantidade de efluentes industriais tóxicos, compostos de zinco e cádmio.
A Ingá é um dos maiores passivos ambientais do estado, sendo a principal fonte poluidora da Baía de Sepetiba. Solucionar esse problema significa atender à antiga demanda do movimento ambientalista.
No terreno da mineradora, que faliu em 1998, foram abandonados 390 mil m3 de efluentes líquidos, formando um “lago” tóxico com 260 mil m2. Parte vazou, contaminando as águas da Baía de Sepetiba.
O processo de solução em curso foi idealizado pela Secretaria de Estado do Ambiente. O secretário Carlos Minc articulou uma parceria com a Massa Falida da Ingá, Jarbas Barsanti, o Governo de Minas Gerais e a Prefeitura de Itaguaí.
Com o estabelecimento de um acordo entre as partes, foram vencidos todos os obstáculos jurídicos, possibilitando o início das obras de descontaminação do terreno. A cerimônia de lançamento, em 2007, contou com o governador Sérgio Cabral, o secretário Carlos Minc e o síndico da Massa Falida, Jarbas Barsanti, entre outros.
Pelo projeto em execução, esse grande passivo ambiental será transformado em um grande investimento, como apoio do governo mineiro. Com a venda do terreno recuperado, serão pagos os passivos trabalhistas e fiscais da empresa falida.
Com a construção da rodovia Arco Metropolitano, ligando os municípios de Itaboraí e de Itaguaí, junto ao Porto de Sepetiba, a área da Ingá se transformará em local extremamente valorizado, sendo importante para o desenvolvimento econômico do estado.
O projeto de descontaminação foi realizado por equipe técnica formada por professores da PUC/RJ e da Coppe/UFRJ. Os recursos necessários, de R$ 900 mil, foram disponibilizados pela Massa Falida.
A descontaminação do terreno da Ingá é o primeiro passo de ações mais abrangentes, do governo estadual para a recuperação ambiental de Sepetiba. Com investimento total de R$ 21 milhões do Fecam, a Serla iniciará, até o primeiro semestre de 2008, obras de recuperação das praias de Sepetiba, Dona Luiza e do Carmo, com a retirada de lodo da orla, substituindo-o por areia limpa. Além disso, a SEA está articulando apoios para o início do Programa de Despoluição da Baía de Sepetiba.
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DEU NA MÍDIA
Início da descontaminação (14/9/2007)
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